Planilha Certa

Modelo para Excel e Google Planilhas

Planilha de Fluxo de Caixa para Agropecuária e Casa de Ração

Casa de ração movimenta muito dinheiro e sobra pouco. Um pedido de ração para gado já leva milhares de reais de uma vez, o frete do fornecedor chega junto, e ainda tem o fiado do produtor que só paga depois da venda do leite ou do bezerro. No fim do mês o caixa parece vazio, mas você não sabe dizer se foi compra demais, fiado atrasado ou despesa fora de hora.

Esta planilha mostra, dia a dia, o que entrou e o que saiu da sua agropecuária. As vendas vêm da aba de vendas, e você lança no fluxo de caixa as despesas e outras entradas, marcando cada despesa como fixa ou variável. No fim do mês, o resumo calcula entradas, saídas, saldo e margem, com um gráfico de barras comparando o que entrou e o que saiu.

Exemplo de planilha de fluxo de caixa para agropecuária e casa de ração

Um mês de exemplo da sua agropecuária: o que entrou, o que saiu e quanto sobrou em caixa. Na planilha, esse resumo é montado sozinho a partir dos lançamentos do dia a dia.

Kit configurado - Agropecuária e Casa de Ração.xlsx
DescriçãoTipoValor no mês
RaçõesEntradaR$ 34.000,00
Sementes, adubos e ferramentasEntradaR$ 12.000,00
Compra de mercadoriasSaída− R$ 33.000,00
Frete dos fornecedoresSaída− R$ 1.200,00
AluguelSaída− R$ 2.500,00
VendedoresSaída− R$ 3.800,00
Energia e internetSaída− R$ 500,00
Entregas (combustível)Saída− R$ 600,00
Taxas das maquininhasSaída− R$ 800,00
Impostos (Simples Nacional)Saída− R$ 1.900,00
Total de entradasR$ 46.000,00
Total de saídas− R$ 44.300,00
Saldo do mês3,7% do faturamentoR$ 1.700,00
Valores de exemplo de um mês. Na planilha, este resumo é calculado automaticamente a partir dos lançamentos diários.

O que acompanhar na planilha de fluxo de caixa da sua agropecuária

Compra de mercadorias, o maior peso

No exemplo, a compra de mercadorias soma R$ 33.000,00 de R$ 44.300,00 em saídas. Lance cada pedido de ração, milho e adubo na data em que o dinheiro realmente sai, para enxergar o aperto antes dele chegar.

Fiado do produtor

Venda anotada na caderneta não é dinheiro no caixa. Registre a entrada só no dia em que o cliente pagou. Assim você para de confundir movimento de loja com dinheiro disponível.

Maquininha e prazo do cartão

No exemplo, as taxas das maquininhas custam R$ 800,00 por mês. Lance essa taxa como despesa e considere o dinheiro no caixa quando ele cai na conta, não no dia da venda parcelada.

Frete e entregas no sítio

Frete dos fornecedores e combustível das entregas aparecem separados por um motivo: são custos variáveis que crescem junto com o volume de sacos. Vale comparar o gasto com entrega mês a mês.

Despesas fixas do mês

Aluguel, vendedores, energia e internet somam cerca de R$ 6.800,00 no exemplo. Saber esse valor fixo ajuda a definir quanto a loja precisa vender por semana só para pagar as contas.

Como usar a planilha de fluxo de caixa em 5 passos

  1. 1

    Liste suas categorias

    As categorias já vêm prontas e podem ser editadas. Ajuste para a sua realidade: compra de mercadorias, frete de fornecedores, vendedores, combustível das entregas, taxas de maquininha e o imposto do seu regime.

  2. 2

    Marque cada despesa como fixa ou variável

    Aluguel e salários são fixos: vêm todo mês igual. Compra de ração, frete e combustível são variáveis: sobem quando a loja vende mais. Essa marcação alimenta o total de despesas fixas no resumo.

  3. 3

    Lance os pagamentos todo dia

    No fim do expediente, registre cada saída com data, categoria, descrição e forma de pagamento. Pedido de ração pago em boleto, frete, combustível da entrega. Dez minutos por dia evitam duas horas de garimpo no extrato.

  4. 4

    Registre as outras entradas

    Aporte seu, empréstimo liberado, devolução de fornecedor ou recebimento de fiado antigo entram na aba de lançamentos. As vendas do balcão não: elas já vêm da aba de vendas.

  5. 5

    Leia o resumo no fim do mês

    No exemplo, entraram R$ 46.000,00, saíram R$ 44.300,00 e sobraram R$ 1.700,00, o que dá 3,7% de margem. Compare com o mês anterior no gráfico e veja se a sobra veio ou se foi engolida pelas compras.

Erros comuns de fluxo de caixa em agropecuária e casa de ração

Comprar carga grande de ração sem olhar o caixa

O desconto do pedido fechado tenta, mas prende o dinheiro em sacos parados. Antes de fechar, veja no resumo quanto sobrou nos últimos meses e quanto já está comprometido com boletos.

Tratar fiado como dinheiro em caixa

Anotar a venda do adubo na caderneta e já contar o valor como entrada leva a gastar o que ainda não chegou. Registre a entrada no dia do pagamento e cobre o atraso com data marcada.

Misturar o caixa da loja com o pessoal

Pagar a conta de casa direto da gaveta ou abastecer o carro particular com dinheiro da venda bagunça o saldo. Defina uma retirada fixa mensal e lance como despesa, sempre pela planilha.

Perguntas frequentes

Como organizar o fluxo de caixa de uma casa de ração?

Separe entradas e saídas por categoria e registre no dia em que o dinheiro se move. Compra de mercadorias, frete, salários, aluguel e taxas de maquininha de um lado; vendas recebidas e pagamentos de fiado do outro. No fim do mês, compare o total que entrou com o que saiu.

Por que vendo muito e não sobra dinheiro na agropecuária?

Na maioria das vezes, porque o custo das mercadorias come quase tudo. No exemplo, R$ 46.000,00 de entradas viram R$ 1.700,00 de sobra depois de R$ 33.000,00 em compras e cerca de R$ 6.800,00 de despesas fixas. Margem apertada exige controle de compra e de desconto.

Como controlar o fiado dos produtores rurais?

Anote nome, valor e data combinada de pagamento, e lance a entrada no caixa só quando receber. Combine um limite por cliente e evite liberar nova compra para quem já está atrasado. Muitos produtores pagam após a venda da safra ou do leite, então acerte essa data desde o começo.

Como me preparar para os meses de venda fraca?

Olhe o gráfico de entradas e saídas dos últimos meses e identifique os períodos mais fracos, como a entressafra ou a época sem plantio de hortaliça. Nos meses fortes, guarde parte da sobra para pagar as despesas fixas quando o movimento cair e reduza o pedido de ração antes do período fraco.