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Planilha de Fluxo de Caixa para Serralheria
Serralheria trabalha com sinal na entrada e o resto na instalação. Entre a venda do portão e o recebimento final passam semanas, mas o ferro e o metalon você paga à vista, no dia da compra. Aí o galpão parece cheio de serviço e a conta do banco não acompanha. Quando chega o aluguel, a energia da solda e a diária do ajudante, some o dinheiro que parecia sobrar.
Esta planilha de fluxo de caixa mostra, dia a dia, o que entrou e o que saiu da sua serralheria. Você lança a compra de chapas, os eletrodos, a diária de instalação e as taxas de cartão; as vendas de portões e coberturas vêm da aba de vendas. No fim do mês, saldo, margem e despesas fixas aparecem calculados, com um gráfico de entradas e saídas.
Exemplo de planilha de fluxo de caixa para serralheria
Um mês de exemplo da sua serralheria: o que entrou, o que saiu e quanto sobrou em caixa. Na planilha, esse resumo é montado sozinho a partir dos lançamentos do dia a dia.
| Descrição | Tipo | Valor no mês |
|---|---|---|
| Portões e grades | Entrada | R$ 18.000,00 |
| Coberturas, estruturas e reparos | Entrada | R$ 7.000,00 |
| Ferro, metalon e chapas | Saída | − R$ 8.200,00 |
| Eletrodos, discos e tinta | Saída | − R$ 1.100,00 |
| Instalação (diárias de ajudante) | Saída | − R$ 1.500,00 |
| Aluguel do galpão | Saída | − R$ 2.200,00 |
| Serralheiro ajudante | Saída | − R$ 2.900,00 |
| Energia (solda e máquinas) | Saída | − R$ 1.100,00 |
| Veículo para entregas | Saída | − R$ 900,00 |
| Taxas de cartão | Saída | − R$ 450,00 |
| Impostos (Simples Nacional) | Saída | − R$ 1.500,00 |
| Total de entradas | R$ 25.000,00 | |
| Total de saídas | − R$ 19.850,00 | |
| Saldo do mês | 20,6% do faturamento | R$ 5.150,00 |
O que acompanhar na planilha de fluxo de caixa da sua serralheria
Entradas por tipo de serviço
No exemplo, portões e grades trouxeram R$ 18.000 e coberturas, estruturas e reparos, R$ 7.000, em um total de R$ 25.000. Valores ilustrativos, mas mostram de onde vem o caixa e o que você pode vender mais.
Compra de material por obra
Ferro, metalon e chapas somam R$ 8.200 no exemplo, a maior saída do mês. Lance cada compra com a descrição do serviço a que ela pertence, assim você percebe quando um portão consumiu mais barra do que o orçado.
Despesas fixas do galpão
Aluguel de R$ 2.200, salário do ajudante de R$ 2.900 e energia de R$ 1.100 saem mesmo em mês fraco. Marque essas saídas como fixas: é o piso que a sua serralheria precisa faturar todo mês.
Insumos de consumo e diárias
Eletrodo, disco de corte, zarcão e diária de ajudante na instalação parecem miúdos, mas no exemplo passam de R$ 2.600 juntos. Lance cada um na hora, senão viram buraco no caixa no fim do mês.
Taxas de cartão e imposto
Quando o cliente parcela o portão em seis vezes, a máquina desconta e o dinheiro chega picado. Registre a taxa e o imposto do seu regime como saídas para enxergar quanto do pedido fica de fato com você.
Como usar a planilha de fluxo de caixa em 5 passos
- 1
Ajuste as categorias ao seu galpão
Abra a lista de categorias e deixe os nomes que você usa: ferro e metalon, consumíveis de solda, diárias de instalação, aluguel, energia, veículo. Menos categorias e bem definidas valem mais do que vinte confusas.
- 2
Lance as saídas no mesmo dia
Saiu da loja de ferro, chegou no galpão e já registrou: data, categoria, descrição, forma de pagamento e valor. Guarde o cupom do disco de corte e do eletrodo no prego junto do caderno de pedidos.
- 3
Marque cada despesa como fixa ou variável
Aluguel, salário e energia são fixas. Chapa, zarcão e diária de instalação são variáveis, sobem conforme o volume de obra. Essa marcação faz o resumo mostrar quanto a sua serralheria gasta mesmo parada.
- 4
Feche a semana e olhe o saldo
Toda sexta, confira se tudo foi lançado e compare com o dinheiro na conta. Diferença grande quase sempre é compra de material paga em dinheiro ou diária de ajudante que ninguém anotou.
- 5
Leia o resumo mensal antes de orçar
No exemplo, entradas de R$ 25.000, saídas de R$ 19.850 e saldo de R$ 5.150, cerca de 20,6% do faturamento. Se a sua margem estiver bem abaixo disso, reveja o preço do metro de grade e do portão.
Erros comuns de fluxo de caixa em serralheria
Confundir sinal do cliente com lucro
O cliente adianta 50% do portão basculante e o caixa fica cheio, mas o ferro daquela obra ainda nem foi comprado. Antes de gastar, separe mentalmente o material pendente de cada pedido em aberto.
Não lançar a compra feita em dinheiro
Barra de metalon comprada no caminho, eletrodo pego na correria, almoço do ajudante na obra. Tudo isso some do controle. Anote na hora pelo celular ou em um papel fixo na bancada e lance no fim do dia.
Esquecer que o mês fraco cobra o mesmo
Em meses de pouca venda, aluguel, salário e energia continuam. No exemplo, só os fixos passam de R$ 6.000. Use o resumo para saber esse piso e evitar aceitar obra abaixo do custo só para movimentar o galpão.
Perguntas frequentes
Como controlar o caixa da serralheria recebendo em sinal e parcelas?
Registre cada parcela na data em que o dinheiro realmente cai, não na data do fechamento do pedido. O sinal entra no dia que o cliente paga e a parcela final no dia da instalação. Assim o saldo da planilha reflete o que existe na conta, não o que foi vendido.
Qual a diferença entre despesa fixa e variável na serralheria?
Fixa é o que sai todo mês mesmo sem obra: aluguel do galpão, salário do ajudante, parte da energia. Variável depende da produção: ferro, metalon, chapa, eletrodo, disco, zarcão e diárias de instalação. Marcar isso mostra quanto você precisa faturar só para abrir a porta.
Por que o caixa fica apertado mesmo com muito serviço fechado?
Porque o material é pago à vista e o cliente paga ao longo da obra. Com três portões em produção ao mesmo tempo, você adianta ferro e consumíveis dos três. Olhe o saldo antes de aceitar novos pedidos e cobre um sinal que cubra o material.
O pró-labore do dono entra no fluxo de caixa?
Sim. Defina um valor fixo que você retira por mês e lance como saída, igual ao salário do ajudante. Sem isso, a margem parece melhor do que é e você acaba tirando dinheiro do caixa de forma desorganizada, justo quando precisa comprar chapa.