Modelo para Excel e Google Planilhas
Planilha de Fluxo de Caixa para Restaurante
O caixa do restaurante engana. O salão cheio no almoço passa a sensação de que o mês está bom, mas o dinheiro some em pequenas saídas: a compra de carne na terça, o gás que acabou no meio do serviço, a taxa da maquininha que desconta antes de você ver o valor na conta. No fim do mês, sobra pouco e ninguém sabe explicar para onde foi.
Esta planilha organiza isso por data e categoria. Você lança as despesas e as outras entradas, marca cada gasto como fixo ou variável, e o resumo mensal mostra entradas, saídas, saldo e margem, com um gráfico de barras comparando o que entrou e o que saiu mês a mês. As vendas chegam sozinhas da aba de vendas, sem digitar duas vezes.
Exemplo de planilha de fluxo de caixa para restaurante
Um mês de exemplo do seu restaurante: o que entrou, o que saiu e quanto sobrou em caixa. Na planilha, esse resumo é montado sozinho a partir dos lançamentos do dia a dia.
| Descrição | Tipo | Valor no mês |
|---|---|---|
| Almoço (self-service e prato feito) | Entrada | R$ 42.000,00 |
| Bebidas e sobremesas | Entrada | R$ 8.000,00 |
| Alimentos | Saída | − R$ 16.500,00 |
| Bebidas para revenda | Saída | − R$ 3.200,00 |
| Aluguel | Saída | − R$ 6.500,00 |
| Funcionários (cozinha e salão) | Saída | − R$ 12.000,00 |
| Gás e energia | Saída | − R$ 2.800,00 |
| Água | Saída | − R$ 700,00 |
| Taxas das maquininhas | Saída | − R$ 1.300,00 |
| Impostos (Simples Nacional) | Saída | − R$ 3.000,00 |
| Total de entradas | R$ 50.000,00 | |
| Total de saídas | − R$ 46.000,00 | |
| Saldo do mês | 8% do faturamento | R$ 4.000,00 |
O que acompanhar na planilha de fluxo de caixa do seu restaurante
Entradas do almoço e das bebidas
No exemplo, o almoço entre self-service e prato feito soma R$ 42.000 e as bebidas e sobremesas R$ 8.000, num total de R$ 50.000. São valores ilustrativos, mas mostram o peso que refrigerante, suco e pudim têm no caixa.
Compras de alimentos e bebidas
Carne, arroz, óleo e hortifrúti são a maior saída do restaurante: R$ 16.500 no exemplo. Lance cada compra na data em que pagou, inclusive a ida rápida ao mercado para repor acém ou patinho no meio da semana.
Despesas fixas do mês
Aluguel, folha da cozinha e do salão e os impostos do seu regime acontecem todo mês, com ou sem movimento. Marque como fixas na planilha: assim você sabe quanto precisa faturar só para abrir as portas.
Gás, energia e água
Fogão, coifa, câmara fria e lava-louças puxam muito. No exemplo, gás e energia somam R$ 2.800 e a água R$ 700. Lance separado para perceber quando um vazamento ou um freezer velho está encarecendo o mês.
Taxas de maquininha e prazo de recebimento
No exemplo as taxas ficam em R$ 1.300. Registre esse desconto como despesa e lembre que a venda no cartão de hoje entra no banco depois, enquanto o fornecedor de bebidas cobra à vista.
Como usar a planilha de fluxo de caixa em 5 passos
- 1
Feche o caixa todo dia
Depois do último cliente, confira o dinheiro da gaveta e os comprovantes das maquininhas. Com as vendas vindas da aba de vendas, você só lança na aba de lançamentos as saídas do dia e outras entradas.
- 2
Ajuste as categorias ao seu restaurante
As categorias já vêm prontas e são editáveis. Separe o que faz sentido no dia a dia: alimentos, bebidas para revenda, gás, embalagens de delivery. Categoria genérica como diversos não ajuda a cortar nada.
- 3
Marque cada despesa como fixa ou variável
Aluguel, folha e contador são fixos. Carne, arroz, óleo e bebidas variam com o movimento. Essa marcação é o que permite ver, no resumo, quanto do mês está comprometido antes de servir o primeiro prato.
- 4
Registre a forma de pagamento
Anote se pagou o fornecedor em dinheiro, Pix ou boleto. Ajuda a conferir o extrato do banco no fim da semana e a lembrar dos gastos pagos com o dinheiro da gaveta, que são os mais fáceis de esquecer.
- 5
Leia o resumo mensal antes de comprar
No exemplo, entram R$ 50.000, saem R$ 46.000 e sobram R$ 4.000, ou 8% do faturamento. Com margem apertada assim, vale rever o custo do prato e negociar a carne antes de assumir uma nova despesa fixa.
Erros comuns de fluxo de caixa em restaurante
Misturar caixa da gaveta com dinheiro pessoal
Pagar a feira do próprio almoço ou a conta de casa com o dinheiro do caixa some do controle. Defina uma retirada fixa para você, lance como saída e não tire nada fora disso.
Esquecer as compras de reposição da semana
A ida rápida para comprar óleo, um saco de arroz 5 kg ou refrigerante em lata raramente é lançada. Junte os cupons em um envelope perto do caixa e lance tudo no fechamento do dia.
Achar que caixa cheio é lucro
O dinheiro do sábado ainda não pagou o fornecedor de carne nem os impostos que vencem depois. Olhe o saldo do mês no resumo, não o volume da gaveta, antes de comprar equipamento novo.
Perguntas frequentes
Como fazer o fluxo de caixa de um restaurante no dia a dia?
Feche o caixa todos os dias. Confira dinheiro e comprovantes das maquininhas, lance na planilha as despesas pagas naquele dia com data, categoria, forma de pagamento e valor. As vendas chegam da aba de vendas. Em dez minutos por dia o mês fica fechado sem acúmulo.
Qual a diferença entre despesa fixa e variável em restaurante?
Fixa é a que vem todo mês independente do movimento: aluguel, folha da cozinha e do salão, contador. Variável sobe e desce com as vendas: carne, arroz, óleo, bebidas para revenda, embalagens e a taxa da maquininha. Separar as duas mostra quanto você precisa faturar só para não ter prejuízo.
Quanto do faturamento de um restaurante vai para alimentos?
Varia com o cardápio e com o preço da carne no mês. No exemplo da página, os alimentos ficam em R$ 16.500 sobre R$ 50.000 de entradas, cerca de um terço. Acompanhe esse número mês a mês no seu restaurante: se subir sem o preço do prato acompanhar, a margem cai.
Por que sobra pouco dinheiro no fim do mês se o restaurante vive cheio?
Porque movimento não é margem. No exemplo, entram R$ 50.000 e saem R$ 46.000, sobrando 8%. Alimentos, folha e aluguel consomem a maior parte. Com o resumo mensal você vê qual categoria cresceu e age no preço do prato, no desperdício da cozinha ou na negociação com fornecedor.