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Planilha de Fluxo de Caixa para Corretor de Imóveis

Mês de comissão alta parece ótimo, até vir um mês em que nenhuma escritura sai. O dinheiro da venda assinada em março só cai em maio, e enquanto isso você continua pagando anúncios nos portais, combustível para levar cliente a visita e o escritório compartilhado. Sem registro, fica difícil saber se o mês fechou no azul ou se você só gastou a comissão de uma venda grande.

Esta planilha de fluxo de caixa organiza o seu caixa por data: as comissões de venda, de locação e de administração entram como receita, e cada gasto do seu trabalho como corretor de imóveis é lançado em uma categoria, marcado como fixo ou variável. No fim do mês você vê entradas, saídas, saldo e um gráfico comparando os dois, mês a mês.

Exemplo de planilha de fluxo de caixa para corretor de imóveis

Um mês de exemplo do seu trabalho como corretor de imóveis: o que entrou, o que saiu e quanto sobrou em caixa. Na planilha, esse resumo é montado sozinho a partir dos lançamentos do dia a dia.

Kit configurado - Corretor de Imóveis.xlsx
DescriçãoTipoValor no mês
Comissões de vendaEntradaR$ 14.000,00
Comissões de aluguel e administraçãoEntradaR$ 4.000,00
Combustível e deslocamentosSaída− R$ 700,00
Fotos profissionais dos imóveisSaída− R$ 300,00
Anúncios em portaisSaída− R$ 900,00
Celular e internetSaída− R$ 150,00
Anuidade do conselho e certificados (valor mensal)Saída− R$ 120,00
Escritório compartilhadoSaída− R$ 600,00
Taxas bancáriasSaída− R$ 80,00
ImpostosSaída− R$ 1.700,00
Total de entradasR$ 18.000,00
Total de saídas− R$ 4.550,00
Saldo do mês74,7% do faturamentoR$ 13.450,00
Valores de exemplo de um mês. Na planilha, este resumo é calculado automaticamente a partir dos lançamentos diários.

O que acompanhar na planilha de fluxo de caixa do seu trabalho como corretor de imóveis

Comissões por tipo de negócio

Separe comissão de venda, de locação e taxa de administração. No exemplo, R$ 14.000 vieram de vendas e R$ 4.000 de aluguel e administração: é essa segunda parte que paga as contas nos meses sem escritura.

Data em que o dinheiro realmente cai

Registre a comissão quando ela entra na conta, não quando a proposta é aceita. Negócio fechado não é caixa: entre assinatura, financiamento e repasse da imobiliária, podem se passar semanas.

Anúncios e produção dos imóveis

Portais, impulsionamentos e fotos profissionais são o seu custo de captar cliente. No exemplo, R$ 900 em portais e R$ 300 em fotos. Vale acompanhar de qual anúncio vieram os contatos que viraram visita.

Deslocamento e visitas

Combustível, estacionamento e pedágio somam rápido quando você roda a cidade mostrando imóvel. O exemplo mostra R$ 700 no mês. Lance como despesa variável: ela cresce nos meses de muita visita.

Despesas fixas do seu trabalho

Escritório compartilhado, celular, internet, taxas bancárias, anuidade do conselho e certificados. Some tudo e você sabe o valor mínimo que precisa entrar por mês mesmo sem fechar nenhum negócio.

Como usar a planilha de fluxo de caixa em 5 passos

  1. 1

    Liste suas despesas fixas

    Comece pelo que se repete todo mês: escritório, celular, internet, portais, taxas bancárias e a parcela mensal da anuidade do conselho. Cadastre cada uma na categoria certa e marque como fixa.

  2. 2

    Lance os gastos do dia

    Abasteceu, pagou estacionamento, contratou fotos de um imóvel novo? Lance na aba de lançamentos com data, categoria, descrição, forma de pagamento e valor. Dois minutos no fim do dia resolvem.

  3. 3

    Registre a comissão quando ela cair

    Confira o extrato e lance a entrada no dia do crédito. Assim o saldo da planilha bate com o banco, e você não comemora um dinheiro que ainda está no cartório.

  4. 4

    Separe o que é seu do que é do trabalho

    Defina um valor fixo de retirada por mês e lance como saída. Pagar supermercado com a comissão sem registrar faz o caixa parecer maior do que é.

  5. 5

    Leia o resumo mensal

    No fechamento, veja entradas, saídas, saldo e margem. Compare o gráfico de barras dos últimos meses: ele mostra se você depende de poucas vendas grandes ou tem receita recorrente.

Erros comuns de fluxo de caixa em corretor de imóveis

Gastar a comissão grande como se fosse salário

Uma venda de R$ 300 mil rende uma comissão que parece enorme, mas pode cobrir três meses magros. Olhe a média dos últimos meses no resumo antes de assumir parcela nova.

Não contar imposto como despesa

No exemplo, os impostos são a maior saída do mês: R$ 1.700. Lance o imposto do seu regime na data do pagamento e, de preferência, separe o valor assim que a comissão cai.

Esquecer os gastos pequenos de visita

Café com cliente, cópia de documento, estacionamento no centro. Sozinhos parecem nada, juntos somam centenas. Guarde os comprovantes no bolso e lance todos no mesmo dia.

Perguntas frequentes

Quando devo lançar a comissão no fluxo de caixa?

No dia em que o dinheiro entra na sua conta. Proposta aceita, contrato assinado e comissão paga são momentos diferentes. Se você lançar na assinatura, o saldo da planilha vai mostrar dinheiro que ainda não existe e você pode gastar antes da hora.

Como me organizar em meses sem fechar nenhuma venda?

Some suas despesas fixas e saiba o valor mínimo que precisa por mês. No exemplo, as saídas somam R$ 4.550. Comissões de locação e administração ajudam a cobrir essa base, porque entram todo mês, mesmo quando nenhuma escritura sai.

Vale a pena continuar pagando anúncio em portal?

Anote de onde veio cada contato que virou visita e compare com o valor gasto no portal naquele mês. Se um portal custa R$ 900 e não gerou nenhuma visita em três meses seguidos, teste reduzir o plano e redirecionar para indicação e captação na região.

Preciso separar conta pessoal da conta do trabalho?

Ajuda muito. Com uma conta só para comissões e despesas do seu trabalho como corretor de imóveis, o extrato vira a sua fonte de lançamentos e a conferência fica rápida. Defina uma retirada mensal fixa para você e lance como saída.