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Planilha de Fluxo de Caixa para Funilaria e Pintura

Na funilaria, o dinheiro entra em blocos e sai todo dia. Você recebe um sinal para começar a pintura completa de um carro, corre para comprar tinta, verniz e massa, paga o funileiro por serviço e ainda adianta a peça que o cliente pediu. Quando a seguradora libera o pagamento semanas depois, o caixa já secou. A sensação é de oficina cheia e conta vazia.

Esta planilha organiza entrada e saída de dinheiro por data e categoria, separando o que é despesa fixa, como o aluguel do galpão, do que varia com o volume de serviço, como tinta e mão de obra. No fim do mês você vê entradas, saídas, saldo e margem, e enxerga no gráfico quando o caixa apertou.

Exemplo de planilha de fluxo de caixa para funilaria e pintura

Um mês de exemplo da sua funilaria: o que entrou, o que saiu e quanto sobrou em caixa. Na planilha, esse resumo é montado sozinho a partir dos lançamentos do dia a dia.

Kit configurado - Funilaria e Pintura.xlsx
DescriçãoTipoValor no mês
Serviços particularesEntradaR$ 21.000,00
Serviços para seguradoras e lojas de carrosEntradaR$ 9.000,00
Tintas, vernizes e massaSaída− R$ 5.200,00
Lixas, fitas e descartáveisSaída− R$ 900,00
Funileiro e pintor (por serviço)Saída− R$ 6.800,00
Peças compradas para o clienteSaída− R$ 2.400,00
Aluguel do galpãoSaída− R$ 3.000,00
Energia (cabine e compressor)Saída− R$ 1.500,00
Manutenção de equipamentosSaída− R$ 400,00
Taxas de cartãoSaída− R$ 600,00
Impostos (Simples Nacional)Saída− R$ 1.800,00
Total de entradasR$ 30.000,00
Total de saídas− R$ 22.600,00
Saldo do mês24,7% do faturamentoR$ 7.400,00
Valores de exemplo de um mês. Na planilha, este resumo é calculado automaticamente a partir dos lançamentos diários.

O que acompanhar na planilha de fluxo de caixa da sua funilaria

Serviços particulares e de seguradora separados

No exemplo, R$ 21.000 vêm de clientes particulares e R$ 9.000 de seguradoras e lojas. São ritmos diferentes: o particular costuma pagar na entrega, o conveniado demora. Acompanhar separado mostra de onde vem o dinheiro que paga as contas da semana.

Peças compradas para o cliente

Os R$ 2.400 de peças do exemplo passam pelo seu caixa, mas não são seu ganho. Lance como saída e cobre do cliente antes ou junto da compra, para não financiar para-choque e farol com dinheiro da oficina.

Material de pintura por mês

Tinta, verniz e massa somam R$ 5.200 no exemplo, a segunda maior saída. Compare esse valor com o faturamento todo mês: se subir sem o serviço subir, provavelmente houve retrabalho, desperdício na preparação ou erro de tonalidade.

Mão de obra paga por serviço

Funileiro e pintor por serviço custam R$ 6.800 no exemplo. É sua maior saída e ela cresce junto com o movimento. Lance cada pagamento na data real, porque o acerto costuma cair tudo no mesmo dia da semana.

Custos fixos do galpão

Aluguel de R$ 3.000, energia da cabine e do compressor de R$ 1.500 e manutenção de equipamentos correm mesmo em mês fraco. Saber esse total diz quanto de serviço você precisa fechar só para abrir o portão.

Como usar a planilha de fluxo de caixa em 5 passos

  1. 1

    Liste suas categorias de saída

    Ajuste as categorias prontas para a sua realidade: material de pintura, lixas e descartáveis, mão de obra por serviço, peças do cliente, aluguel, energia, manutenção, taxas de cartão e o imposto do seu regime.

  2. 2

    Marque o que é fixo e o que é variável

    Aluguel, energia básica e manutenção contratada ficam como fixas. Tinta, massa, peças e pagamento do funileiro por serviço ficam como variáveis, porque sobem quando entra carro para pintura completa.

  3. 3

    Lance as saídas todo dia

    Reserve cinco minutos no fim do expediente para registrar data, categoria, descrição, forma de pagamento e valor. Descreva com clareza: em vez de tinta, escreva verniz para o Gol prata do cliente Marcos.

  4. 4

    Registre as entradas que não são serviço

    As vendas de serviço já vêm da aba de vendas do kit. Na aba de lançamentos entram os outros recebimentos, como venda de sucata de lataria, um aporte seu ou a devolução de uma peça ao fornecedor.

  5. 5

    Analise o resumo no fim do mês

    Olhe entradas, saídas, saldo e margem. No exemplo, sobraram R$ 7.400 de R$ 30.000, cerca de 24,7%. Compare as barras do gráfico mês a mês para identificar o período fraco e se preparar para ele.

Erros comuns de fluxo de caixa em funilaria e pintura

Tratar o sinal do cliente como lucro

O adiantamento da pintura completa serve para comprar material e pagar a mão de obra daquele carro. Lance a entrada e, logo em seguida, as saídas do serviço. Assim você não gasta hoje o dinheiro que já tem dono.

Misturar o caixa da oficina com o seu bolso

Pagar a feira com o dinheiro que o cliente deixou pelo martelinho de ouro destrói qualquer controle. Defina uma retirada fixa por mês para você, lance como saída e mantenha o resto no caixa do negócio.

Esquecer taxa de cartão e imposto

No exemplo são R$ 600 de taxas e R$ 1.800 de imposto, R$ 2.400 que saem depois da festa. Lance os dois todo mês, senão a margem parece maior do que é e você aceita orçamento apertado demais.

Perguntas frequentes

Como controlar o caixa quando a seguradora demora para pagar?

Anote a data em que você espera o dinheiro e compare com as contas do período. Se o pagamento conveniado cai depois do aluguel e do acerto do funileiro, você precisa de uma reserva para cobrir esse intervalo, ou reduzir o número de carros de seguradora rodando ao mesmo tempo.

Devo cobrar as peças do cliente à parte?

É o mais seguro. Separe no orçamento o valor das peças e o do serviço de funilaria e pintura. Peça o adiantamento das peças antes de comprar. Assim o seu caixa não vira crédito para o cliente e a margem do serviço fica visível.

Quanto deve sobrar no fim do mês em uma funilaria?

Não existe número único: depende do seu aluguel, do custo de material e de quanto você paga por serviço. Use a margem do resumo como referência própria e acompanhe mês a mês. Se ela cair com faturamento igual, o problema está em desperdício, retrabalho ou preço baixo.

Como saber se o preço do serviço cobre os custos fixos?

Some aluguel, energia, manutenção e outras contas que correm mesmo com oficina parada. Divida esse total pelo número de serviços que você costuma entregar no mês. Esse valor precisa estar embutido em cada orçamento, além do material e da mão de obra daquele carro.